Existem inumeros motivos para começar uma dieta vegetariana, sejam eles de natureza ética, de saúde ou de crença religiosa, mas a decisão de nos alimentarmos desta forma pode resultar do mero prazer estético ou gastronómico. A variedade de ingredientes e a abundância de possibilidades que a cozinha vegetariana oferece à criação culinária é uma realidade que os apreciadores de carne frequentemente ignoram ou não querem reconhecer. Nos países desenvolvidos, a carne - menos frequentemente o frango e o peixe - constituiu sempre a opção mais fácil sendo, sem dúvida, o elemento central na maior parte das refeições. Esta tradição conduziu a uma dieta alimentar muitas vezes pouco variada e por isso deficiente no equilíbrio benéfico dos nutrientes, bem como a consequências nefastas para a saúde motivadas pela excessiva ingestão de gorduras saturadas. Uma dieta centrada na carne resulta de bem-estar material, mas não é necessariamente saudável.
O termo "vegetariano" é usado com bastante imprecisão. Algumas pessoas autodenominam-se vegetarianas ( ou semi-vegetarianas ) por não comerem carne vermelha, embora ainda comam algum peixe ou frango, enquano outros excluem toda a carne e o peixe. Os vegetarianos puros (vegans), por seu lado, excluem todos os produtos animais, como leite, queijo e ovos. A maioria dos vegetarianos, no entanto, são consumidores de ovos e productos lácteos (ovo-lacto-vegetarianos).
É perfeitamente possível e nada difícil levar uma vida sã seguindo uma dieta vegetariana. A chave do êxito reside na variedade: consumir um número tão variado quanto possível de alimentos para que o organismo receba todos os nutrientes básicos necessários. É um erro habitual pensar em "substituir" os nutrientes fornecidos pela carne ou peixe. Incluindo na dieta alimentar cereais, leguminosas, frutas, ovos e productos lácteos e não haverá problemas.
segunda-feira, 31 de março de 2008
O mais conveniente é a alimentação com frutos naturais do lugar onde se vive, e colher apenas no momento em que a árvore ou planta os deixa cair no solo. Também são preferidos os frutos crus para aproveitar por inteiro o seu valor nutritivo e os seus factores de vitalização.As refeições podem tornar-se sintéticas e completas combinando frutos amiláceos com frutos oleaginosos. Todos eles são alimentos ricos em hidratos de carbono, sais minerais e vitaminas. Os oleaginosos, como nozes, avelãs, amêndoas, azeitonas, contêm ainda proteínas e lípidos.Os frugívoros consideram então esta dieta completa por conter proteínas suficientes (nozes, amêndoas), hidratos de carbono (féculas e açucares) em grande quantidade (bananas, uvas, maçãs, pêras, amêndoas, etc.) lípidos (nozes, azeitonas, amêndoas, cocos, etc.) e os frutos são ainda a fonte mais completa de vitaminas e sais minerais.
Os frugívoros defendem que a alimentação ideal do ser humano perfeito é a ingestão de frutos e que o homem só deve comer alimentos que contenham germes da vida que correspondem à sua natureza superior. Muitos foram os povos no Mundo que se alimentaram apenas de frutos, nomeadamente na Austrália, na Califórnia e na Argentina. Otto Carque, um dos grandes defensores do frugivorismo, indica como suficientes para 24 horas as seguintes rações, que devem ser divididas em duas refeições:- 120 g de amendoins ou avelãs, ou 100 g de nozes ou amêndoas;- 500 g de pão integral sem levedura, ou 200 g de frumento moído;- 1 kg de maçãs ou de uvas, ou 600g de pêras ou laranjas, ou 250 g de tâmaras.
segunda-feira, 24 de março de 2008
Mas afinal o que é o IMC?
Já por repetidas vezes no "baba de camelo" falámos do IMC (indice de massa corporal) sem explicarmos adeaqudamente do que se trata, de como se calcula, de quais as vantagens, de quais as limitações.....e como nós estamos mesmo aqui é para COMUNICAR, pretendemos com este post deixar mais claro o que é afinal o IMC....
O índice de massa corporal, ou IMC, é uma medida do peso de uma pessoa em relação com a sua altura. Obtém-se dividindo o peso em quilos pelo quadrado da altura em metros. Assim, alguém que tenha 1,70 metros de altura e 80 quilos tem um IMC de 27,68: o que corresponde ao peso em quilos (80) a dividir pelo quadrado da altura (1,70 x 1,70 = 2,89). Entre as quatro categorias do IMC, essa pessoa ficaria assim dentro da classe dos pré-obesos ou de quem tem excesso de peso.
Este índice não faz uma destrinça entre a massa gorda e a massa magra existente no corpo. "Mas é um bom indicador da massa gorda da população em geral", considera Pedro Teixeira, professor de Nutrição e especialista em obesidade da Faculdade de Motricidade Humana. "Não existe nenhuma forma de determinar um peso, um valor em quilogramas, como o mais ideal para uma dada pessoa. Há é um intervalo de peso", frisa Pedro Teixeira. "E há, entre os intervalos, uma variabilidade grande que as pessoas podem manobrar." Entre 18,5 e 25 de IMC é onde todos devemos estar, refere ainda.
Mas, mesmo acima disso, com um IMC entre os 25 e os 30, onde se situa um pré-obeso, há margem de manobra. "Embora uma pessoa com excesso de peso ainda tenha margem de manobra, está na fronteira, numa categoria que rapidamente pode chegar à obesidade." Pois mais facilmente um pré-obeso passa a obeso do que alguém com peso normal, dado que não tem tantos quilos para engordar até lá....
Tomar o pequeno almoço todos os dias?? absoluta e inequivocamente......SIM
PEQUENO-ALMOÇO....MAS PORQUÊ AFINAL?
Um pequeno-almoço completo deve fornecer energia e nutrientes para as primeiras horas do novo dia. Evita também a fraqueza e quebra de rendimento físico e intelectual no final da manhã, assim como reduz o apetite para o almoço, contribuindo para uma distribuição alimentar e calórica mais saudável e equilibrada ao longo do dia.
Todos beneficiam em tomar o pequeno-almoço pouco tempo após acordar, no entanto as crianças e adolescentes, por se encontrarem numa fase de grande crescimento e desenvolvimento, não devem ser privadas desta importante refeição.
Não tomar o pequeno almoço, pode ter várias consequências, que se manifestam de diferentes formas, no entanto os idosos devido à sua maior fragilidade e os diabéticos, devido à natureza da doença, devem ter sempre o cuidado de tomar um bom e equilibrado pequeno almoço, sob pena de poderem ter alguns problemas, como por exemplo:
a) hipoglicémias (descida perigosa da glicose no sangue, sendo esta o nosso "combustível" preferencial). Suores frios, falta de forças, desfalecimento/desmaio e coma hipoglicémico, podem ser as suas consequências.
b) Mal-estar e má disposição geral.
c) Impaciência e agressividade.
d) Cefaleias (dores de cabeça).
e) Quebra no rendimento físico e intelectual.
f) Diminuição da capacidade de resposta e de reflexos.
g) Maior propensão para acidentes de trabalho, de viação ou domésticos, devido à combinação de duas ou mais das manifestações referidas anteriormente.
Nos indivíduos que não têm apetite ou dizem não conseguir comer logo após acordar, não se deve forçar, sendo mais aconselhável estimular gradualmente o apetite em dias ou semanas consecutivos. Nestes casos deve-se começar, por consumir alimentos leves, ao gosto de cada um e em pequenas quantidades, aumentando-se gradualmente os alimentos e as suas quantidades.
excerto retirado de um artigo publicado pelo Dr. Nuno Nunes, Nutricionista do Hospital de São Bernardo
segunda-feira, 17 de março de 2008
Alimentos Liofilizados

Mas não se deixem enganar, não é assim tão dificel de encntrar comida liofilizada. Nos supermercados vemos pacotes de sopa que contêm vegetais ou carne liofilizados. Repara como os pequenos flocos de comida, que ocupam tão pouco espaço no pacote de sopa, após cozidos, se expandem e têm um gosto agradável. Café em pó instantâneo é outro exemplo clássico.
A teoria é bem simples, mas o PROCESSO em si é um tanto ou quanto complicado e caro. Dentro de uma câmara especial, a comida pré-cozida, é arrefecida a dezenas de graus do seu ponto de congelamento e ao mesmo tempo é submetida a vácuo. Um condensador ligado a uma câmara principal retém a humidade extraída da comida. Este processo é conhecido como sublimação, onde a água em estado sólido, passa ao estado gasoso, sem passar pelo estado líquido antes. Ainda dentro da câmara, a comida com uma percentagem baixíssima de água, é colocada dentro de pacotes esterilizados e é fechada a vácuo. O processo todo normalmente demora 48 horas e consome grandes quantidades de energia. Após empacotada, a comida liofilizada ocupa até 1/3 do volume original e até 80% do peso inicial. A rehidratação consome pouco tempo devido à grande porosidade e capilaridade da comida. Normalmente, água a 80ºC já é suficiente para rehidratar a comida em 5 minutos.
terça-feira, 11 de março de 2008
A força das cores!

O apelo publicitário usado pelas empresas do ramo tem armas bem conhecidas: cores atractivas, vermelho e amarelo principalmente – capazes de despertar o centro do apetite no hipotalamo- e vejam a surpresa… por acaso estas cores até são as do MacDonald’s. Também as imagens desempenham o seu papel importante no que toca a fazer crescer água na boca.
O bombardeio consumista pode acontecer em qualquer lugar: nos outdoors, nos autocarros, na TV, no cinema, em faixas estendidas sobre prédios... Especialistas explicam que a função da propaganda no campo alimentar é criar no inconsciente do consumidor a “necessidade” de comprar aquele alimento. Ao adquiri-lo, ele leva a ilusão de um “status”, “da liberdade de escolha” ou da “modernidade”.
--> Crianças, as maiores vítimas
Quase metade dos anúncios veiculados na TV – à frente da qual as crianças costumam passar boa parte do seu tempo – é de alimentos, e muitos estão direccionados ao público infantil. Geralmente, esses alimentos são pobres em fibras e ricos em açúcar, gordura e sódio. Além disso, a TV desencoraja a actividade física e estimula, cada vez mais, o uso passivo do tempo de lazer (sedentarismo).
Especiarias I
O termo especiaria, a partir dos séculos XIV e XV na Europa, passou a designar diversos produtos de origem vegetal (flor, fruto, semente, casca, caule, raiz), de aroma e/ou sabor acentuados. Isso se deve à presença de óleos essenciais.
Além de utilizadas na culinária, com fins de tempero e de conservação de alimentos, as especiarias eram utilizadas ainda na preparação de óleos, unguentos, cosméticos, incensos e medicamentos.
História
Embora cada região do planeta possua as próprias especiarias, na Europa, a partir das Cruzadas, desenvolveu-se o consumo das variedades oriundas das regiões tropicais, oferecidas pelo mundo islâmico. Para atender a essa demanda, ampliou-se o comércio entre o Ocidente e o Oriente, através de várias rotas – terrestres e marítimas – que uniam não apenas a Europa internamente, a China (rota da Seda) e as Índias (rota das especiarias).
A dinâmica dessas rotas variou ao sabor das guerras e conflitos ao longo dos séculos. A partir da criação do Império Mongol o comércio entre a Europa e o Oriente conheceu um período de prosperidade. Quando os turcos conquistaram Constantinopla (1453), os mercadores cristãos assistiram impotentes ao bloqueio das suas principais rotas comerciais.
Na tentativa de uma solução para contornar o problema, Portugal, seguido pela Espanha, organizaram expedições para a exploração de rotas alternativas (um caminho marítimo) para o Oriente. O projecto português previa um ciclo oriental, contornando a África, enquanto que o projecto espanhol apostou no ciclo ocidental, que culminou no descobrimento acidental da América.
Algumas das mais conhecidas:
- Açafrão
- Açafrão-da-terra
- Canela
- Cânfora
- Cássia de Java
- Cravo-da-índia
- Caril
- Coentros
- Cominhos
- Gengibre
- Incenso de olíbano
- Noz-moscada
- Pimenta
- Paprika
